liberte seu texto!
categoria

Santa Sede Circuito

A arte, a dor, o sexo e o amor

A arte – é parte da vidaA dor – é entrada e saídaO sexo – é desatinoO amor – é pleno e divinoA arte – é para todosA dor – é para quem somosO sexo – é quente e frenéticoO amor – é puro e ecléticoA arte – é imprescindível delitoA dor – é cruel conflitoO sexo – é para quem senteO amor – é para quem…

Parem com a globalização

A globalização aproxima diversas sociedades em âmbitos econômicos, sociais e culturais. Os últimos anos mostram a enorme velocidade desta expansão de ideias, que deixam o mundo cada vez menor e alteram o formato das relações entre as pessoas. - Oi Paulo, tudo bom cara? Que saudade! — Jair chegava…

Cena Carioca

Passei por essas plácidas colinas E vi do asfalto, barulhento, tiroteio findar vidas de forma repentina. Vejo o homem da milícia, armado domina o morro: algoz dessas ruínas que exclama com clareza: aqui o caralho! Ó coragem “do polícia”! Ó vasta desolação da viúva, estéril esperança que…

E agora, Verão?

E agora, Verão? O happy hour acabou, a piscina fechou, a brisa sumiu, a noite chegou, e agora, Verão? e agora, Você? Você que não é ameno, que esquenta os corpos, Você que traz lembranças, que anima, enfraquece? e agora, Verão? Está sem guarda-sol, está sem biquini, está sem…

Corre pro Abraço

Abraço: Flexão do verbo abraçar na: 1ª pessoa do singular do presente do indicativo. Substantivo masculino da ação de envolver algo ou alguém com os braços, mantendo essa pessoa ou coisa próxima ao peito; amplexo; demonstração de carinho, de amor, de afeto ou de amizade, geralmente feita após uma…

Saudades do Fliperama

Ouvi inúmeras vezes meus pais contarem que quando eu era pequeno, não podia passar em frente a um fliperama que queria entrar a todo custo. Até certa idade ficava sentado nos equipamentos, mexendo nos botões, achando que jogava. Mas quando passei a entender e controlar os comandos de verdade, o…

Não se fabricam mais despertadores como antigamente

Quando o despertador toca e me espreguiço para tirar o sono que ainda carrego em meus olhos, sempre abro a janela e olho para o meu jardim. Minha grama já passou do tempo de ser cortada. A bergamoteira este ano, sei lá, parece que não vai dar tantos frutos. Os pássaros pulam entre ela e a goiabeira…

Desabafo de uma vítima

Às vezes me pergunto o que passa na cabeça de alguns pais para escolher determinado nome para o filho? Trabalhando na pediatria já me deparei com pérolas que, em alguns casos, tomei a liberdade de educadamente perguntar a origem. O público assíduo do hospital tem uma fascinação por consoantes,…

Fotos e novelas: a história do meu nome

No tempo deste parágrafo, Nadir, que era “de Carvalho”, ainda era mãe só de uma, irmã de quatro, e filha. Anos à frente, passa tempo, seria também mãe de cinco, como Olívia, que era “de Oliveira”, sua mãe, a Vó. Um dia, do nada, se tornariam sozinhas, mulheres de maridos ausentes, jogadas no azáfama…

O Problema

“É perigoso ter muitas mulheres. Quem tem seis, por exemplo, tem cinco oportunidades de ser enganado.” Antonio Maria Florêncio entrou no bar e buscou a penumbra. O canto estratégico, mal iluminado e perto do banheiro masculino, o recebeu de sombras abertas, cúmplice de seu desejo de…