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A culpa é do jazz e desse teu ego inútil

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Quando tua respiração decaí sinto meus músculos se contraírem…
É só isso que se leva do amor?
A dor?
A indiferença;
A incerteza;
A raiva e o ódio…

Ah, não meu bem, enxugue as lágrimas elas não valem esse momento
Estarei vivo depois que a nuvem negra passar;
Estarei me reerguendo firme com os punhos fechados;
Pronto para recomeçar…

Rasgando o peito por dentro te encaro mais uma vez…
O cais do breu se abre;
E as nuvens formam-se quando você parte…

E agora ?
Será que estou prestes a desmoronar?
Eu sei que tudo vai passar…

Lá vai ela, encarando-a si mesma em meio a multidão com o cigarro na boca;
Pedindo um afago a aqueles homens;
Escutando e falando seus dilemas;
Inventando rimas de uma história sem nexo…

E eu?
Aqui no banco da praça escutando jazz, com meu uísque barato e com a minha jaqueta de couro;
Escutando as mil palavras que a mente ta dialogando com a razão;
Aquela vagabunda bagunçou tua vida e agora joga os pedaços que sobraram na rua;
Pisando;
Pisando em cima dos cacos com o seu cigarro barato;
De saia floral nada a detém em seu mundo solitário agora…

Essa garota
Ah essa garota, mostra que o amor fode com tudo
Vai doer, ela diz sorrindo e gritando alto

Meu peito se enche de ar, e os olhos alçam um olhar cortante enquanto ela caminha;
O breu já se formou…
E o jazz acabando;
E mais uma mulher que a vida se encarrega de levar!

De mim!
Da minha alma!
Do meu sentimento!
Do meu eu!
Do coração!
Do pensamento!

E baby, obrigado por acordar em mim, a razão desconhecida pela emoção..


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