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O DIA EM QUE NINGUÉM… ninguém o quê?

Se apaixona? 

Se olha? 

Olha e nada vê?

Morre ou mata?

No que exatamente nos atreveríamos a pensar, como o nada ou o tudo, ao ardentemente compor este título?

Cássio talvez pensou no dia em que a vida vence a morte.

Ninguém, nunca, uma afirmação no vazio do niilismo.

Dizemos infinitos e incontáveis nunca mais… quando mais ninguém,

nunca mais vou amar como te amei.

Me transporto talvez ao dia em que ninguém supunha de minha existência, eu minimalista em minha cápsula existencial, encoberta e coberta por camadas de outro ser. 

Neste dia eu era rei, era rainha, era sim o dia em que ninguém macularia minha existência. Neste dia… ninguém!

Eu só existia.

Eu já vivia.

E nesse dia só eu sabia (ou nem mesmo sabia), era o dia em que ninguém sabia. 

Foi o dia em que o roteiro se ditou, se escreveu, se coloriu. Cresceu, inspirou e vingou.

Luta tuas guerras nos lembraram, não esmorece, ninguém é insubstituível, seja tu mesmo. Quantos “tu”? Sou só eu ou é assim mesmo?

Terremotos virão, maremotos afogarão nossos dissabores, presidentes terão suas sentenças, se romperão enormes geleiras.

Estado corrompendo nosso poder de discernimento, aquele homem mau maldades fará, mesmo assim o dia em que ninguém te decepcionará estará por nascer.

E cheio de esperança, aquela que aparece sem ninguém convidar, vai voltar a vislumbrar o nascer do dia, o clarão te apagará sombras.

A esperança -ela aparece sem ninguém convidar.

Ela chegou.

Ainda assim ninguém… ninguém o quê? Nem sei. Já não importa. 

O dia foi passando, mesmo sem ninguém!

**Texto criado em – Circuíto Santa Sede

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Comentários para: O DIA EM QUE NINGUÉM… ninguém o quê?
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    29/03/2021

    Tocante, sensível, poético…e com a dor destes dias, nua, sem máscaras. Como só elas podem estar neste momento.

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    29/03/2021

    muito bonito. bem lírico. meio confuso, mas acredito ter relação com o tema de incerteza.

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    28/03/2021

    Texto sensível e inteligente. Parabéns!!!

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