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Roma incendeia

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Roma vai além da tela, da atuação, do script, do diretor. É a alma de seu criador. Roma leva ardor a todos nossos sentidos.
O filme causa furor entre as homenagens concedidas pelo mundo do cinema. Astros e diretor se consagram. Passaram-se sete meses de seu lançamento e segue conquistando nossos corações e a crítica.

México, anos 1970. Alfonso Cuarón, escritor e diretor, cidadão mexicano, não convulsiona, consegue ser mordaz sem ser insensível. Tinha uma história para contar que vizinhava sua própria e, não percam, a contou.
Mais que tudo, Roma mexe com nossas entranhas, dói fundo ver-se transportada para dentro da vida de Cleo, “la manita que hace todo”, de alma singela e meiga. A história retrata uma intensa vida familiar com fronteiras tênues cobrando alto pedágio para o existir.

Esse povo que vive o contexto de vida retratado no México está lá, experimenta horror e cotidiano. Esperando liberdade.
Dói assistir Roma.

Cleo, em seu discurso afetivo “con los niños, él perro y los señores de la casa”, nos diagrama a cena familiar cotidiana inabalável ou nem tanto afável. Nos vemos frente a verdades, as vezes intragáveis. Fica a questão que a personagem no ensina: por que não seguir vivendo mesmo quando a vida impacta?

Roma de Cuarón anda reto, toma o caminho sem preâmbulos para unir-se e dialogar com nossas próprias histórias. Rebobino o carretel de encontros em que cada personagem criado por ele se envolve e busco verdades, referente a qualquer uma de nossas vidas familiares que recebem um turbilhão diário de novos paradigmas do ambiente externo.


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  • Produzido na Oficina Santa Sede - Módulo Circuito
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Ritmo e nexo10
Linguagem e gramática10
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