liberte seu texto!

Escritor?

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Escrever foi algo que surgiu de maneiro muito estranha na minha vida. Um dia eu estava ouvindo um podcast sobre como se tornar um escritor e simplesmente decidi que queria escrever um livro, não importava o que fosse, ou sobre o que fosse, mas tinha de ser publicado. É algo que eu e dois amigos meus compartilhamos, um desejo muito grande de deixar algo pro mundo quando irmos embora dessa existência. Por muito tempo o que eu pensava que seria minha marca aqui, nesse mundo, seria algum avanço ciêntífico desenvolvido enquanto estudava ou depois de estudar física. No dia que escutava o podcast eu ainda estava estudando física e ainda tinha minhas ambições como professor ou pesquisador, mas naquele momento já tinha estabelecido um objetivo, escrever um livro.
A partir daquele momento comecei a pensar sobre uma história, primeiro veio uma, depois veio outra e mais uma, e me vi fervilhando de ideias, ideias que só saberia que tinha a partir do momento que resolvi treinar minha critatividade. Cheguei no ponto em que a primeira história se tornou o prólogo de uma história muito maior, com grandes batalhas, um herói que não era bem herói, um vilão, que não era bem vilão e um gato, porque eu sou sou meio doido por gatos. Comecei a escrever aos poucos, dedicava pelo menos vinte minutos do meu dia pra pensar sobre o mundo e cada ideia que tinha guardava numa nota mental. Hoje eu tenho aproximadamente vinte mil palavras escritas, um amigo me disse que é mais que a revolução dos bichos, mas eu nem arranhei a superfície do mundo que pensei, e se quer pensei muito sobre ele.
Ainda na física, acho que no meu último semestre no curso, eu resolvi fazer uma cadeira eletiva chamada, escrita criativa. As primeiras duas aulas foram chatas, mas esclarecedoras. Li um poema muito complexo sobre suicídio e meu professor falou sobre as novelas da globo. Mudamos de professor, o anterior fora nomeado em um concurso. Este novo professor era mais dinâmico e nos fez escrever nosso primeiro conto. Eu me vi escrevendo sobre coisas extremamente pessoais e profundas em mim, mas em forma de um personagem, Pedro, eu o chamava. O Pedro era um cara que era apaixonado por um amigo de infância dele, mas não entendia os seus sentimentos por esse amigo, era muito preso à sua heterossexualidade. Foram umas boas 8 páginas com o Pedro, serviu pra me conhecer mais, vi na ponta da caneta um escape para o que estava preso na minha garganta. Trocamos de professor novamente e o Pedro foi embora. Começamos a fazer um exercício interessantíssimo, chamado, escrita automática. Basicamente você começa a escrever, sem rumo, sem objetivo e só vai. Não tem que ficar bonito, nem fazer sentido, é apenas um jeito de liberar aquele “bloqueio criativo” e aceitar suas ideias como algo que merece ser posto no papel.
O tempo que passei treinando a escrita nessa disciplina me deu confiança pra mostrar meu projetinho de livro pro meu professor, o último no caso. Ele era doutor em escrita criativa formado em Cambridge(?), ou pós doutor, sei lá… Ele leu meu projeto, já fiquei abismado e extremamente contente com isso. O professor, Bernardo, acho que era o nome dele, me deu uma crítica ótima e me disse que deveria terminar e tentar deixar o mais curto possível pra publicar. Segui o conselho dele? Óbvio que não, ainda nem cheguei no primeiro terço do que deve ser o primeiro livro e já tem mais do que seriam cem páginas de um livro comum.
Toda essa história serve pra alguma coisa? Você poderia me perguntar. Serve sim, serve pra chegar no ponto em que escrevi um desabafo sobre como foi esse ano pra mim e postei no facebook, para logo depois apagar, pois tinha uma pessoa que não queria que lesse ou ficasse chateada comigo. Bom. Dois amigos meus leram esse texto, era meio longo, e ambos, um escritor e outro um leitor ávido me disseram que eu deveria escrever, um deles até escreveu parte desse meu projeto e inspirou um personagem.
O objetivo dessa pequeno texto é simples, dizer que quero começar a escrever alguns contos, e um dos lugares que eles estarão é aqui na minha página no facebook. Eu espero que você leia e que te ajudem de alguma forma, pois não consigo separar minha escrita da minha vida e quero muito que minhas vivências possam trazer qualquer coisa boa pra quem quer que seja, é a marca que eu quero deixar no mundo, agora que cientista eu já não serei.


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