Quanto ensinamento ali eu vi! Naquele bonito e reservado espaço, crianças encerravam a etapa escolar antes denominada de Alfabetização, posteriormente Doutores do ABC, e agora, um título mais abrangente Pequenos Leitores e Escritores. Ah se essa última palavra constasse no título correspondente ao meu tempo de alfabetizando. Achei legal essa responsabilidade de leitor-escritor. Um livro escrito pela turminha tendo com temática o mar, poluição, lixo e animais marinhos, de um lindo colorido, foi apresentado e lido em partes por cada pequeno escritor. Quanto aprendizado ali eu presenciei! 

       Nesse ano atípico, onde estamos atemorizados pela pandemia causado por estranho visitante asiático, mesmo assim presenciamos lindas e felizes crianças cantantes, declamantes, participantes em um cenário preparado com amor e dedicação por aquele grupo de diretores e professores que ousaram reinventar de modo simples, singelo e eficaz, o encerramento dessa tão significativa etapa escolar. De maior significado tornou-se pelos limites ora impostos, nos emocionando diante daqueles pequenos formandos adaptados às medidas de precauções imperativas, onde suas boquinhas só se libertavam na hora de se reportarem  de acordo com o que fora programado pela equipe administradora. Quanto aprendizado ali eu vi!

         E por um momento eu antevi os anos vindouros, quando então adultos reagirão diante de fotos registradoras daquele momento de boquinhas vedadas, abraços e beijos contidos diante de uma ordem disciplinar necessária, refreando impulsos naturais em momento tão festivo. Quanto amor e dedicação ali eu vi!

        A contenção oportuna do número de familiares presentes não tirou o brilho daquele ensejo. Aconteceu num misto de organização despretensiosa, natural, amigável, com a participação de todos os presentes que cantaram retirando momentaneamente seus anteparos, esquecendo provisoriamente a ameça que nos ronda. 

             Quanta esperança eu vi ali! Naqueles rostinhos que nos emocionaram trazendo esperança e lhes desejando o melhor em um futuro por vir. Que Deus lhes proteja!

                                                                                                 Fortaleza, dezembro/2020

             Não foi publicado e nem criado em oficina literária. Uma apreciação sentimental.

 

 

 

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